CANTAR E CANTARES
Cantavas Mãe e eu ouvia
Quando era ainda pequena
Quer em noites de invernia
Ou em qualquer tarde amena
E quão bom era o calor
Do teu cantar a teu jeito
Com teu carinho e amor
Adormecia em meu leito
E desde o raiar do sol
Até a noite espreitar
Por toda a parte se ouviam
as pessoas a cantar
Mais tarde o que me agradava
Falando da urbe e da serra
Era a rima que se entoava
Dos poetas desta terra
E quanto ao Orfeão
Está em nosso coração
Das gentes da Covilhã
Cantam hoje os que estão
Cantavam outrora uns
Outros depois cantarão.
(1º prémio - 2007)
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