segunda-feira, 20 de junho de 2011

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AS ALDEIAS

A acalmia das aldeias
É coisa de apreciar
Quer de dia quer de noite
Sua paz é salutar

 Já estive em Peraboa
Uns tempos a veranear
E me lembro do relógio
Na torre sempre a tocar

Quando despontava a aurora
Ouvia-se o galo cantar
E pela tardinha agora
Os pardais a pipilar
E do campo regressando
O burro com seu zurrar

E depois já bem escuro
Cós grilinhos a cantar
Respirava-se o ar puro
Contemplava-se o luar

Os vizinhos se ajuntavam
Uns c´os outros a conversar
No fim diziam boas noites
Está na hora de deitar.

E todos então seguiam
Cada qual para o seu lar
E bem quentinhos na cama
Faziam por descansar

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