AS ALDEIAS
A acalmia das aldeias
É coisa de apreciar
Quer de dia quer de noite
Sua paz é salutar
Já estive em Peraboa
Uns tempos a veranear
E me lembro do relógio
Na torre sempre a tocar
Quando despontava a aurora
Ouvia-se o galo cantar
E pela tardinha agora
Os pardais a pipilar
E do campo regressando
O burro com seu zurrar
E depois já bem escuro
Cós grilinhos a cantar
Respirava-se o ar puro
Contemplava-se o luar
Os vizinhos se ajuntavam
Uns c´os outros a conversar
No fim diziam boas noites
Está na hora de deitar.
E todos então seguiam
Cada qual para o seu lar
E bem quentinhos na cama
Faziam por descansar
Sem comentários:
Enviar um comentário