A PROCISSÃO
Quando sai a procissão
Lá do Adro da Igreja
Toda a gente se agita
P´ra que ao passar a veja
E daquilo que mais gostam
É de ver o seu anjinho
Se a sua fatiota
É melhor que a do vizinho
E são tantos, tantos anjos
Que até custam a contar
Contam-se muito baixinho
Pois não se pode falar
E vão passando os andores
Mui enfeitados com flores
E a banda a tocar
Está na hora de passar
Depois Vêm os bombeiros
Com o seu aprumo e brilho
Desfilando prazenteiros
Calcurriando este trilho
E acaba a procissão
Que vai direita ao Calvário
E faz-se então o sermão
De fora do santuário
(2003)
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