Se eu pudesse voar alto
Tão alto como as avezinhas
Minhas penas passariam
Que não as das andorinhas
Que num constante vai-vem
Elas vão até aos ninhos
E com desvelos de mãe
Cuidam bem dos seus filhinhos
Mas como não vou voar
Porque penas eu não tenho
Vou então por aqui andar
Com outras penas me amanho
(Março 2003)

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