A UM AMIGO UM IRMÃO
Naquele olhar meigo e profundo
Do pobre que socorri
P´la primeira vez eu vi
Como se sofre no mundo
Não tinha dinheiro nem pão
Nem casa onde morar
Oh! Quão grato estava então!
Lia-se no seu olhar
Começou a trabalhar
E agora já tinha lar
Que o fui p´ra ele procurar
Que alegria lhe vim dar!
De sua família ausente
De tudo era carente
E de carinhos também
E então reconhecido
Me beijava enternecido
Como quem beija a própria mãe
Era rapaz ainda novo
E o tive por meu neto
Hoje somos bons amigos
Ligados por doce afecto
Agora já vive bem
Junto da sua mulher
Que o ajuda também
E que muito a ele quer
Ficou no meu coração
Gravado um sentimento
Dar carinho e dar pão
A quem é humilde irmão
É prazer consolação
Sentidos a cada momento!
(2003)
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